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      ANÁLISES SEMANAIS

      (mil palavras)


      2-11-1999. Análise da semana de 26 de Outubro a 1 de Novembro de 1999 do Serviço Analítico-informativo da REDE BASCA VERMELHA

      ESPANHA FAI A GUERRA, HB CONSTRÓI PARA A LIBERDADE. Brutal resposta espanhola (detençom da negociadora de ETA), à declaraçom pola maioria basca da obsolescência do Estatuto. A diáspora basca também exige o respeito da vontade de Euskal Herria. Continua a sua marcha o Governo PNB-EA apoiado por EH. Problemas sociais, LAB e socialismo identitário basco. Mais euskara para Euskal Herria. Nom há saída dentro do capitalismo para a catástrofe ecológica. ACÇOM DECISIVA DAS E OS PRISIONEIROS POLÍTICOS BASCOS.


      Arzalluz dixo-o bem no sábado 30: "Nom há guerra em que quem vem com bandeira branca a transmitir umha mensagem receba dous tiros e seja detido como refém". Estava a descrever o peculiar comportamento do Governo espanhol: fazer deter na segunda 25 em Pau Belen González Peñalva, um dos membros da delegaçom de ETA que se reuniu na Suíça com a delegaçom do Governo espanhol. Na terça-feira, EL MUNDO, que funge como jornal "oficioso" de Aznar e como sistemático filtrador de notícias e intoxicaçons para o Ministério do Interior, pressumiu de que a detençom fora umha "RESPOSTA" que o Governo da Espanha à carta de ETA anunciada e relatada na sua Nota de Imprensa de 24. Veja-se o texto dessa Nota na nossa Web.

      Com efeito. EL MUNDO da terça-feira 26 na sua ediçom do País Basco intitulava na capa "Detida em França Belén González após o órdago de ETA ao Governo" e insistia no cabeçalho a toda página na 6: "O governo resposta o comunicado de ETA com a detençom em França de Belém gonzález". Para maior clareza, na capa havia um segundo cabeçalho em que se informava de que "Foi arrestada em companhia de outro etarra num controlo em Pau mercê da informaçom facilitada pola Guarda Civil". Repetindo na página 6 com o titular: "A informaçom proporcinada pola Guarda Civil facilitou a operaçom".

      Por se a alguém escapara o significado desses cabeçalhos, EL MUNDO reproduzia nessa página 6 a filtraçom do Ministério do Interior: "Fontes do Governo nom ocultavam ontem a ausência de acaso na detençom, produzida quase ao nemso tempo que o presidente do Governo respostava publicamente com desdém o comunicado etarra da véspera: "Se ETA nos lança um órdago no domingo, nós lançamos um outro".

      ASSEGURÁROM FONTES AUTORIZADAS" (Estas últimas negras e maiúsculas som minhas).

      Que a detençom de Belém se deveu a umha acçom do Governo da Espanha é evidente e nom cumpria para sabermo-lo que os políticas-jornalistas do EL MUNDO pressumissem disso. O falso nessas filtraçons é que a detençom fosse, como pretendem fazer-nos julgar, umha resposta à Nota de ETA. RESPONDIA AO PLENO DO PARLAMENTO DE GASTEIZ DA SEXTA-FEIRA 22.

      Estava mais perto da veradade o colunista do EL MUNDO Fernando López Agudín que no número da mesma terça contava que "a detençom de Belén González Peñalva se efectuou no mesmo dia em que se cumpria o vigésimo aniversário do Estatuto de Gernika, ao que Arzalluz e Egibar acabam de estender o certificado de defunçom. Ontem, enquanto os gendarmes franceses e algemavam a activista etarra, o lehendakari, Juan José Ibarretxe, nom assistia ao acto comemeorativo organizado por populares e socialistas na Deputaçom de Alava".

      É a esse certificado de defunçom do Estatuto que resposta a acçom de guerra espanhola. Com acerto escrevia no 28 em DEIA Antonio Alvarez Solís: "o grande problema do centralismo nom é que ETA deixe de matar, mas que Euskádi se vaia embora. Se Euskádi empreeen de um caminho próprio de soberania, Espanha inteira terá de pensá-la de outra maneira". Em 31 Arzalluz, num importante artigo publicado em DEIA, remachava que rejeitamento do Estatuto encenado na sexta 22 nom era flor de um dia: "Pensar que aquele quadro jurídico cheio de incumprimentos é hoje válido nom é realista. NOM O SERIA NEM AINDA QUE SE TIVESSE APLICADO O ESTATUTO ESTRITAMENTE".

      Espanha está portanto em guerra. Nom apenas contra ETA e o MLNB. Está-o também, e nomeadamente, contra onacionalismo basco. Contra Euskal Herria.

      Precisamente por isso umha esmagadora maioria de oitenta e três por cento da militáncia de Herri Batasuna (3.191 votos a favor, 261 em contra e 387 abstençons) aprovou a proposta de abstençom política nas eleiçons espanholas. A votaçom celebrou-se em sábado 30 na Assembleia Nacional de HB celebrada em Pamplona, reflectindo as votaçons celebradas em 180 assembleias locais de vilas e bairros. Mais esmagadora ainda, noventa e três por cento a favor (3.572 a favor, 51 em contra y 216 abstençons) foi a aprovaçom das linhas políticas de intervençom propostas para este ano político pola Mesa Nacional. Que giraram à roda de UDALBILTZA, Lizarra-Garazi, a repatriaçom dos presos políticos e a exigência de as forças de ocupaçom abandonarem Euskal Herria.

      Espanha fai-nos a Guerra. HB constrói para a liberdade.

      O dia que encerra a semana a que di respeito esta análise produziu-se um outro facto de muito grosso calado e que modifica muito fundamente a situaçom basca: NO DIA 1 DE NOVEMBRO DE 1999 O COLECTIVO DE PRESOS POLÍTICOS BASCOS PRINCIPIOU UMHA GREVE DE FAME INDEFINIDA. É um assunto muito sério. "A libertaçom de todos os presos políticos bascos para poderem tomar parte no processo de construçom de Euskal Herria. A transferência a Euskal Herria de todos os presos políticos bascos. A libertaçom de todos os presos doentes por diversas razons. A libertaçom de quantos se acharem nos prazos de liberdade condicional. Acabar com as entregas e extradiçons e o direito a viverem livres em Euskal Herria". Estas som as cinco razons que deu a conhecer o Colectivo de Presos Políticos Bascos, ao tempo que devam a notícia do início da nova luita. Veja-se na web da REDE BASCA VERMELHA o comunicado em que o colectivo explica a sua decisom.

      Encerrarei estas linhas dando a elas e eles a palabra. Este é um trecho significativo do seu comunicado:

      "Esse é o eixo que guiará a luita dos presos políticos bascos: os presos bascos devemos estar em Euskal Herria, livres junto de todos os mais cidadaos bascos, participando no processo de construçom nacional basca. Nem Espanha nem França tenhem direito a proibirem a nengum cidadao basco essa hipótese."


      De todos nós, bascas e bascos, depende que esse "devemos estar" se torne mais aginha que tarde num gozoso "já estamos".

      Justo de la Cueva


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